Sem categoriaCuidados importantes com seu pet no pós-operatório

11 de janeiro de 2022by Michele Leite0
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Não é preciso ser da área de soluções pet para perceber que esse mercado tem crescido cada vez mais no Brasil atual. Isso vale tanto por parte das empresas e clínicas veterinárias, quanto por parte dos clientes e usuários de produtos e serviços do setor.

De fato, segundo dados da Euromonitor International, instituição que faz análise de mercado com subsídio de dados locais como os do IBGE, mesmo em tempos de crise, o segmento de pets chegou a crescer uma média de 80%, o que é surpreendente.

Na prática, isso inclui desde casa de rações de bairro até grandes redes de pet shop e clínicas veterinárias, cujos serviços se tornam cada vez mais customizados e voltados para a excelência, sempre pensando no conforto dos donos e dos bichinhos.

Lembrando que esse percentual de crescimento indica para um mercado que já movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano. Ou seja, nenhuma empresa da área pode dizer que não tenha interesse em participar disso e conquistar sua fatia do bolo.

Já pela ótica dos donos de pets, um dos serviços mais importantes é o das clínicas, como aquelas que fazem ultrassom veterinario portatil ou simples check ups para averiguar como a saúde do animal está, evitando maiores sobressaltos.

Contudo, nem sempre está tudo bem, sendo preciso fazer alguma cirurgia ou operação para que a saúde do pet seja restabelecida. É justamente aí que entra o papel fundamental dos cuidados mais importantes na fase chamada de pós-operatório.

Ou seja, aquela etapa em que o animal acabou de retornar para casa e para os cuidados dos donos, precisando de atenção especial para que a recuperação seja tranquila, ou mesmo para que não haja regressão no caso e necessidade de novas intervenções.

Os cuidados podem incluir vários aspectos diferentes, tais como:

  • Uso de roupinhas;
  • Com o famoso “abajur de cabeça”;
  • Com medicamentos;
  • Com necessidades fisiológicas;
  • Com alimentação;
  • Com a caminha.

Sem falar em outros mais exigentes, como um serviço de busca e entrega para o bichinho, caso a pessoa não possa fazer o transporte em um veículo próprio.

Por isso é que decidimos abordar detalhadamente este assunto aqui, aprofundando não apenas nos cuidados mais importantes para com seu pet no pós-operatório, mas também alguns conceitos que tornam o assunto tão importante.

Cuidados importantes com seu pet no pós-operatório

Tanto que vamos utilizar vários exemplos concretos, que ajudam a ilustrar as dicas e colocá-las em prática, em vez de ficar apenas em teorias e especulações que quase nunca acrescentam algo que realmente possa agregar na situação do dono ou do pet.

Lembrando que hoje também existem serviços dos mais diversos tipos que podem contribuir para algumas fases do pós-operatório, como um hotel para cachorro. Porém, nos primeiros dias, o indicado é que os cuidados fiquem a cargo dos donos.

Deste modo, se o seu interesse é compreender de uma vez por todas algumas dicas que podem tornar esse período tão desafiador um pouco mais leve, então basta seguir adiante até a última linha deste texto.

O que é o pós-operatório?

Quem já viu um ser humano se recuperando de uma intervenção cirúrgica sabe que não é nada fácil, além do risco de a pessoa fazer algo errado e colocar tudo a perder.

Com a popularização dos veterinários e das clínicas voltadas para o universo pet, aprendemos que com os animais não é diferente. Sempre que eles passam por intervenções desse tipo, precisam de descanso, às vezes absoluto.

Lembrando que, mesmo que o animal esteja sedado durante a cirurgia e todo o procedimento, isso não impede que haja muito estresse durante e depois.

Além do mais, as dores da intervenção são evitadas com esse recurso, porém, depois o efeito do sedativo passa e então é preciso constatar o possível retorno de dores e afins.

Por essa razão, alguns seres humanos recorrem a um ritmo totalmente diferente após retornarem de uma cirurgia, como descanso absoluto e comida fit delivery, por exemplo.

Aliás, o próprio sedativo ou a anestesia já podem causar efeitos indesejados, de modo que se na hora eles são indispensáveis, após a operação podem ser responsáveis por enjoos, náuseas e diversos outros sintomas desagradáveis.

Por fim, as dicas que seguem devem ser consideradas dentro de seu contexto, com o fato de que há um período inicial imediatamente posterior, como as primeiras 24h, que exigem ainda mais atenção e reforço com o pet.

Depois, aos poucos, é possível ir retornando com a alimentação normal, o esforço de uma ou outra caminhada e daí em diante, até a plena recuperação do animal.

Atenção e cuidado redobrado

Um passo fundamental para dar o suporte que todo pet merece após uma cirurgia é o de redobrar a atenção e de promover um ambiente calmo, cheio de cuidados necessários e, ao mesmo tempo, sem estresse ou impaciência.

Caso ele seja mantido fora de casa ou longe demais dos donos, é de se considerar que a caminha dele seja alterada de lugar, permitindo que fique mais perto das pessoas que podem assisti-lo durante essa fase tão desafiadora.

Mesmo que depois isso vá exigir uma limpeza de sofás ou algo semelhante, esse pode ser um valor considerado como parte dos próprios gastos ligados à operação necessária.

Lembrando também que o animal não consegue se expressar, de modo que sua única chance de ter uma melhoria segura é contando com o suporte do dono.

Isso inclui gerar um ambiente receptivo e positivo, assim como também diz respeito à observação mais técnica, que costuma ser orientada pelo veterinário.

De fato, caberá aos donos ou responsáveis fazerem essa ponte entre o lado mais objetivo de uma operação e os diagnósticos futuros, que deixam os doutores inteirados o suficiente para que os cuidados sejam tomados seguramente.

De olho na alimentação

Um aspecto fundamental de qualquer um que se recupera de uma operação é o da alimentação. Ao contrário do que alguns imaginam, isso não impacta a pessoa apenas quando a cirurgia é no estômago, mas em qualquer uma delas.

Certamente será indicada uma alimentação mais saudável e mais regrada, o que inclui comer com um intervalo específico de tempo. Por exemplo, o mais comum é que se coma a cada três horas, e sempre pouquinho.

Assim, nem falta alimentação no estômago, nem sobra, já que a ansiedade poderia fazer o bichinho comer mais que o normal, aumentando a frustração dele e do dono.

Outro aspecto semelhante é o da água, que também precisa ser administrada com frequências específicas, evitando desidratação. Em alguns casos, é necessário dar água com seringas, direto na boca (sobretudo na lateral, para ele não cuspir).

Por fim, ao falar de alimentação, também nos lembramos das necessidades fisiológicas do bichinho, que talvez tenha de usar fralda ou ser carregado até o quintal ou caixinha de areia.

De olho na alimentação

Sobre a medicação

Outro aspecto de fato muito importante é o da própria medicação, já que quase sempre os veterinários receitam vários remédios para o pós-operatório.

Isso pode ir desde medicamentos pertinentes a um eventual tratamento que vá seguir andamento, até remédios para o caso da dor voltar e não passar naturalmente.

Enfim, são analgésicos, antibióticos e várias outras composições químicas. O mais importante é que o medicamento certo seja tomado na hora indicada e do jeito certo.

Para isso, muitas vezes é necessário fazer uma sequência de esforços. Por exemplo, caso o animal já consiga andar, é preciso ir atrás dele após a ingestão do remédio, para ver se ele não vai vomitar, o que demandaria outra dosagem.

Ou seja, não basta ver se ele sujou a casa e fazer uma lavagem de tapete, também é preciso ficar de olho para ver se a parte química está ou não cumprindo seu papel.

Aliás, a própria ingestão do remédio já pode ser algo bastante exigente, pois é bem comum cães e gatos repudiarem qualquer pílula ou comprimido. Uma dica é esconder o medicamento em um biscoito ou algo similar.

O valor dos detalhes

Por fim, se você quiser que seu pet se recupere realmente de maneira indolor e garantida, é recomendado prestar atenção nos detalhes.

Por exemplo, comumente eles querem tirar ou afastar o “abajur” para ficarem lambendo uma ferida, o que pode impedir a cicatrização ou até abrir os pontos.

A própria questão do descanso precisa ser redobrada e incentivada. Se o animal for muito hiperativo, pense em ficar com ele na varanda fechada com vidro, assim ele não deverá correr ou fazer um esforço acima do ideal.

Ao mesmo tempo, o sedentarismo também pode ser danoso, então é essencial saber a hora de introduzir esforços controlados, como subir uma escada devagar, dar uma volta no quintal e daí em diante.

Considerações finais

Atualmente, o cenário de soluções pets cresce muito no Brasil, isso permite algumas vantagens como a de intervenções cirúrgicas que antes eram impensáveis.

Ao mesmo tempo, é fundamental saber conduzir situações como a do pós-operatório. Por isso mesmo, com os conceitos e conselhos que trouxemos acima, fica mais fácil e seguro tomar as decisões certas.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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